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Este artigo foi escrito o 26 Abr 2017, e está arquivado em Papel en Blanco.

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Cianotipia – Para quem quer tentar “pintar” o céu em tons de azul

Hoje iremos apresentar-lhe uma técnica que não é muito utilizada nos dias de hoje mas que tem um enorme potencial criativo – a cianotipia.

4e311cf8392c4fabf53dacbb683e374f® Anna Atkins

Cianotipia é um processo de impressão fotográfica em tons azuis, que produz uma imagem em ciano (azul), descoberto em 1842. É o primeiro processo para a obtenção de cópias baseado em sais de ferro e não nos sais de prata, como a fotografia.

É um processo simples e bastante versátil, quase sempre tratado como mera curiosidade pela sua característica visual, a escala de azuis. Para poder aplicar este processo apenas são necessárias duas soluções, uma fonte de radiação ultra-violeta e água. A utilização de uma mistura de químicos, citrato férrico amoníacal (verde) ou ferricianeto de potássio (vermelho) – que podem ser usados em diferentes concentrações para a obtenção tonalidades e contrastes diferentes – e da sua consequente exposição a uma fonte UV, pode criar imagens em tons de azul ou sépia impressas em suportes diferentes dos habituais. No entanto, a mistura com férrico amoníacal produz melhores resultados.

@cyanotyping_02® Raimond de Weerdt

Quando executada corretamente, a cianotipia, apresenta a mesma riqueza de detalhes de uma fotografia em prata. Os negativos ideais para esta técnica são aqueles que contêm uma ampla variedade de tons desde os brancos até chegar aos negros puros. É perfeita para quando tem de se sensilibizar grandes zonas, isto porque tem um baixo custo.

@cyanotyping‘Soft Colonialism’ series ® Cyanotyping

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