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Sabe como se produz um cortante?

O cortante com as suas múltiplas possibilidades requer um conhecimento não só dos materiais a cortar como dos elementos que o compõem. Assim, os cortantes com que habitualmente trabalhamos em artes gráficas estão construídos sobre um suporte de madeira em que se alojam umas tiras de aço (ou lâminas) em linhas de corte a laser seguindo esquemas ou projetos pré-estabelecidos de acordo com nossas necessidades (linha de matriz).

Para simplificar, podemos dizer que estas tiras de aço podem ser de corte ou de vinco e jogando com as diferentes alturas das lâminas em função dos materiais a trabalhar, os operadores do cortante compõem-no da forma adequada para a sua função do momento.

Se a altura das lâminas não forem as adequadas podemos estragar o molde ou simplesmente não conseguirmos o efeito desejado. Por exemplo: imaginemos que queremos cortar ao mesmo tempo um corte perimetral com um vinco ao centro num material de certa espessura. A lâmina de corte tem que chegar à base da mesa para poder fazer o corte completo mas a lâmina de vinco não pode ter essa altura.

Estes ajustes simples são resolvidos pelos operadores bastando apenas indicar-lhes o material com que se vai trabalhar mas é um aspecto que devemos ter em conta nós mesmos, para que as matrizes possam ser reutilizadas noutros trabalhos sem limitações.Os cortantes são desenhados “à medida” no entanto é preciso perícia por parte dos profissionais que os manuseiam para terem uma certa margem de manobra. 
Por outro lado, as lâminas de corte podem ser de diferentes qualidades e com diferentes tipo de corte ou pontas (corte oblíquo à direita ou à esquerda, duplamente oblíquo…).Como sabemos qual é a lâmina adequada?

Temos que ter em conta a dureza do material, o acabamento que procuramos, o sentido da fibra, o número de cortes-vincos que vamos realizar ao mesmo tempo. Assim por exemplo se vamos cortar o perímetro de um display pode-nos interessar que o corte exterior do mesmo seja reto (90º – lâmina com a parte oblíqua virada para fora) que irá rematar o material se é um pouco duro para que quando se toca, não corte.

Se o material é muito duro (polipropilenos grossos, cartão…) também se obtêm bons resultados com as lâminas de duplo face.

Podem entender que se num mesmo cortante pomos muitas lâminas de corte quando estas entram no material a cortar, as lâminas retêm o papel submetendo-o a uma grande tensão por isso, muitas vezes temos que colocar “libertadores” nos cortes de contornos que relaxam a tensão do material evitando a ruptura do mesmo ou simplesmente cortá-lo em várias passagens dividindo o número de cortes que se realizam de uma só vez.

Outro elemento a considerar é a borracha ou espuma que se põe nos cortantes para proteger as lâminas de corte. Quando se faz um cortante as lâminas de vinco não requerem proteção e são visíveis para facilitar o uso de dois contra-vincos. As lâminas de corte pelo contrário vêm protegidas com borrachas de ambos os lados. Estas borrachas podem ser de diferente “dureza” ou “ densidade” e isso afeta o material a cortar. Assim, por exemplo, se queremos cortar um material muito grosso mas macio, uma borracha densa, portanto dura, acabaria marcada sobre o mesmo afetando o acabamento, por isso recomenda-se usar uma borracha mais mole.

Poderíamos pensar que, assim sendo, se poderiam eliminar todas as borrachas mas o seu uso és necessário para que o material cortado não fique encaixado na própria forma do cortante e consiga ser tirado sem danos.

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